FILOSOFIA DO APRENDIZ …

 

Com este post, abrimos uma nova categoria do blog: poemas enviados pelos leitores. Na página 1: Envie suas experiência de aprender com poesia, incentivamos nossos visitantes a participarem da construção do blog. Recordando o texto da página:

Este blog apresenta experiências de aprendizagem que incluem poemas, de diferentes maneiras.

Ele está aberto para a participação de todos os visitantes que tem alguma experiência significativa de aprender com poesia, seja como professor ou como aluno/participante. 

Anime-se a divulgar a descrição de sua experiência de aprendizagem, incluindo a  poesia, enviando-a para: nataliarodrigo@germialconsultoria.com.br.

Finalmente recebemos a primeira participação de uma visitante. Trata-se de um poema de Maria Eliane Azevedo da Silva que, com a permissão da autora, reproduzimos a seguir.

 

FILOSOFIA DO APRENDIZ …

Aprender é uma travessia…

 

E me faz pensar na beleza da filosofia do aprendiz…

Uma pessoa aprendente

Caminha segura e nada teme

Sabe que não sabe

Deseja conhecer, saber

Empreende uma travessia

Tem amizade pela sabedoria

Amor e respeito pelo saber

 

Uma pessoa aprendente

Cultiva a simplicidade

Tem consigo o valor da humildade

E a coragem do desconstruir

Pra reconstruir

Ou construir algo novo.

 

Uma pessoa aprendente

Valoriza a essência do ser

Ultrapassa o conhecido

E o desconhecido

Caminha com os olhos

Abertos para o que está além

Do aparente, do conhecido

E vislumbra um vir-a-ser

Simplesmente aprendiz

No caminho da vida.

 

       Maria Eliane Azevedo da Silva  (07/10/2008)

Enviado em 11/08/2009

Anúncios
Published in: on agosto 24, 2009 at 9:07 pm  Comments (3)  
Tags: , , , , ,

PRECE

 

foto: Mel de Carvalho

O poema Prece foi musicado por André Luiz Oliveira, juntamente com alguns dos outros poemas do livro Mensagem, de Fernando Pessoa, incluindo Padrão, já publicado neste blog.

Em situações ou dinâmicas de aprendizagem na empresa ou na escola, pode-se  optar por usar a música na interpretação de Gilberto Gil, disponível no CD Mensagem.

O poema Prece fala da possibilidade humana de renascimento, sempre presente, ainda que a situação esteja distante dos tempos áureos. Aponta a chama da vida como a condição única para novas viagens, novos projetos, novas distâncias a percorrer.

Uma leitura ou a audição da música com o acompanhamento do texto do poema é bastante pertinente nas situações de aprendizagem em que é necessário um estímulo para a mudança. Quando a descrença, ou desesperança, ameaça comprometer o desenvolvimento de uma proposta de trabalho, o poema Prece dá o toque certo e aponta o caminho para a conquista da distância possível: a que seja nossa!

O poema tem sido inserido em  dinâmicas de aprendizagem criadas pela Germinal Consultoria, para uso em empresas, escolas e órgãos públicos. 

    PRECE                                        

  Fernando Pessoa  

 

Senhor, a noite veio e a alma é vil.

Tanta foi a tormenta e a vontade!

Restam-nos hoje, no silêncio hostil,

O mar universal e a saudade.

 

Mas a chama, que a vida em nós criou,

Se ainda há vida ainda não é finda.

O frio morto em cinzas a ocultou:

A mão do vento pode ergue-la ainda.

 

Dá o sopro, a aragem, – ou desgraça ou ânsia –

Com que a chama do esforço se remoça,

E outra vez conquistemos a Distância –

Do mar ou outra, mas que seja nossa!

 

 

Ouça o poema musicado e interpretado por André Luiz Oliveira.

Se preferir ouvir Prece na voz de Gilberto Gil, clique no link abaixo:

http://leaoramos.blogspot.com/2007/01/fernando-pessoa-gilberto-gil-em-prece.html

O CULPADO

 

O poeta lamenta, reconhece a falha e pede desculpas por não ter aprendido a trabalhar com as mãos. Evidencia então o valor e a dignidade de um tipo de trabalho do qual se distanciou e nunca aprendeu a fazer, sentindo-se por isso incompleto como ser humano.

Assim, o poema de Neruda, O Culpado, pode introduzir o debate sobre a divisão técnica e social do trabalho e a inevitável limitação pessoal resultante das especializações, sejam manuais, intelectuais, gerenciais ou administrativas.  Pode também ser usada como parte de uma crítica da divisão taylorista do trabalho, especialmente da divisão entre os que pensam o trabalho e os que o executam.

Dessa forma, a Germinal Consultoria tem inserido O Culpado em  alguns de seus programas. O fato do poeta constatar a limitação justamente no artista e intelectual tem especial interesse, assim como a descrição que o poema faz do processo artesanal de trabalho (criativo e com domínio de todas as etapas) na confecção de uma vassoura.

———————————————————————–

O Culpado  

Eu me declaro culpado de não ter
feito, com estas mãos que me deram,
uma vassoura.

Por que não fiz uma vassoura?

Por que me deram mãos?

Para que me serviram
se só vi o rumor do cereal,
se só tive ouvidos para o vento
e não recolhi o fio
da vassoura,
verde ainda na terra
e não pus para secar os talos ternos
e não os pude unir
num feixe áureo
e não juntei um caniço de madeira
à saia amarela
até dar uma vassoura aos caminhos?

Assim foi!
Não sei como
me passou a vida
sem aprender, sem ver,
sem recolher e unir
os elementos.

Nesta hora não nego
que tive tempo,
tempo,
mas não tive mãos,
e assim, como podia
aspirar com razão à grandeza
se nunca fui capaz
de fazer
uma vassoura
uma só,
uma?

 

Pablo Neruda, “O Culpado”, in: KÜLLER, J. A., Ritos de Passagem, São Paulo, Senac, 1996. p. 27.

PADRÃO

 

 Padrão foi musicado por André Luiz OLiveira, juntamente com alguns dos outros poemas do livro Mensagem, de Fernando Pessoa. O CD Mensagem, da antiga Gravadora Eldorado, reúne os poemas que foram musicados, com interpretações memorávies de Elba Ramalho, Ney Matogroso, Gal Costa, Gilberto Gil, Elizeth Cardoso e outros,  resultando em uma obra magnífica. Assim, em situações ou dinâmicas de aprendizagem na empresa ou na escola, pode-se  optar por usar a música na interpretação de Caetano Veloso, disponível no CD.

Padrão fala da incompletude humana e da busca interminável que dela decorre. Por essa razão,  uma leitura ou a audição da música com o acompanhamento do texto do poema adequa-se muito bem para iniciar ou  finalizar a avaliação dos resultados de um projeto, por exemplo. O uso é especialmente recomendável quando o projeto foi desenvolvido com grande envolvimento e empenho da equipe executora. Mesmo que todos estejam muito satisfeitos com os resultados, não significa que o trabalho realizado foi perfeito. Padrão marca a conquista  e estimula a ir além. Prosseguir em busca do “porto sempre por achar“.

Por sua beleza excepcional e dificuldade do texto, Padrão pode ser também usado para exercícios de escutar com atenção. Após a devida preparação, incluindo uma breve discussão sobre como é difícil ouvir autenticamente, a música é posta para tocar e os participantes procuram ouvir a letra da canção. Depois de uma breve constação das dificuldades de cada um, recebem o texto do poema para que cada um possa avaliar o quanto conseguiu escutar.  Fora a surpresa da descoberta das dificuldades da audição, é comum o espanto dos participantes com a beleza de música e poesia.

PADRÃO

                                

 

O ESFORÇO é grande e o homem é pequeno.

Eu, Diogo Cão, navegador, deixei

Este padrão ao pé do areal moreno

E para adiante naveguei.

 

A alma é divina e a obra é imperfeita.

Este padrão sinala ao vento e aos céus

Que, da obra ousada, é minha a parte feita:

O por-fazer é só com Deus.

 

E ao imenso e possível oceano

Ensinam estas Quinas, que aqui vês,

Que o mar com fim será grego ou romano:

O mar sem fim é português.

 

E a cruz ao alto diz que o que me há na alma

E faz a febre em mim de navegar

Só encontrará de Deus na eterna calma

O porto sempre por achar.

 

 

Fernando Pessoa, Obra Poética, Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1986, p. 79

 

Abaixo, o poema Padrão pode ser ouvido na música de André Luiz Oliveira e voz de Caetano Veloso.

Um exemplo do uso didático do poema é encontrável no texto Falar e Ouvir, publicado no blog Germinal – Educação e  Trabalho, da Germinal Consultoria, e parcialmente republicado na página Ouvir com PADRÃO.

VERDADE

 

 O poema Verdade, de Carlos Drummond de Andrade, pode dar uma contribuição significativa no desenvolvimento das competências de tomar decisão em grupo, negociar e integrar idéias divergentes, ouvir atentamente opiniões e idéias diferentes, …

No poema,  o tema da relatividade e incompletude da verdade pessoal é posto de forma simples e sensível. Por isso, a poesia pode ser usada em diferentes situações de aprendizagem. Colocada no início da atividade, por exemplo, a leitura prévia do texto ajuda a atenuar os antagonismos e contribui para o fluir satisfatório do debate.

VERDADE

                                                  

 A porta da verdade estava aberta,

mas só deixava passar

meia pessoa de cada vez.

 

Assim não era possível atingir toda a verdade,

porque a meia pessoa que entrava

só trazia o perfil de meia verdade.

E sua segunda metade

voltava igualmente com meio perfil.

E os meios perfis não coincidiam.

 

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.

Chegaram ao lugar luminoso

onde a verdade esplendia seus fogos.

Era dividida em metades

diferentes uma da outra.

 

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.

Nenhuma das duas era totalmente bela.

E carecia optar. Cada um optou conforme

seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

 

 

                                           Carlos Drummond de Andrade

 

TRADUZIR-SE

 

Uma Anfora? Foto de Marcus Teshainer

Uma Anfora? Foto de Marcus Teshainer

A atividade de projeto para elaboração do Plano de Vida e Carreira,  no Trilha Jovem, tem início com um momento de introspecção.  Convida-se  o jovem para olhar para si  mesmo. Reconhecer os próprios valores e/ou pontos fortes, aumentar a auto-estima, incentivar a  ampliação  contínua de suas qualidades e potencialidades são objetivos que se quer alcançar nesse momento. Acreditar na própria capacidade de realização é fundamental à formulação de um plano de vida e carreira. Para compor o clima e induzir a reflexão, como aquecimento para a primeira sessão de aprendizagem, foi usado o poema Traduzir-se, de Ferreira Gullar.

Traduzir-se

 Uma parte de mim
 é todo mundo:
 outra parte é ninguém:
 fundo sem fundo.

 Uma parte de mim
 é multidão:
 outra parte estranheza
 e solidão.

 Uma parte de mim
 pesa, pondera:
 outra parte
 delira.

 Uma parte de mim
 almoça e janta:
 outra parte
 se espanta.

 Uma parte de mim
 é permanente:
 outra parte
 se sabe de repente.

 Uma parte de mim
 é só vertigem:
 outra parte,
 linguagem.

 Traduzir uma parte
 na outra parte
 – que é uma questão
 de vida ou morte –
 será arte?

 

Ferreira Gullar

 O poema foi musicado e  pode-se optar pela apresentação do vídeo a seguir, além do poema escrito.

Clique aqui para abrir a página Dinâmica de Aquecimento com Traduzir-se, que apresenta uma amostra do trabalho desenvolvido para o  Projeto Trilha Jovem, pela Germinal Consultoria, para o Instituto de Hospitalidade (IH), de Salvador, na Bahia.

NO MEIO DO CAMINHO

 

Aldeia -Portugal

Aldeia -Portugal

O poema de Drummond, embora famoso, costuma despertar algum estranhamento ou desconforto. Bom para uma pausa, chamar a atenção, introduzir uma análise das dificuldades encontradas no fazer. Assim foi usado no projeto Letramento Digital, destinado à inserção digital de pessoas com dificuldades de leitura e escrita.

 

No meio do caminho tinha uma pedra

Tinha uma pedra no meio do caminho

Tinha uma pedra

No meio do caminho tinha uma pedra.

 

Nunca me esquecerei desse acontecimento

Na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

Tinha uma pedra

Tinha uma pedra no meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra

 

 

Poesia Completa / Carlos Drummond de Andrade. – 1ª ed. -Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar S.A., 2002

 Clique aqui para entrar na página No Meio do Caminho do Letramento Digital e conhecer, em detalhes, a sessão de aprendizagem que utiliza o poema. Trata-se de um excerto do manual do docente do Projeto Letramento Digital, elaborado pela Germinal Consultoria em parceria com o SENAC/Rio.

SONHO DE HEROI

 

António Chagas - Fotógrafos de Elvas

A situação de aprendizagem incluia surpreender os jovens alunos que chegavam para as atividades de projeto que resultariam em um Plano de Vida e Carreira. Ao mesmo tempo,  era preciso desafiá-los a formularem a missão e visão de vida para serem incluídas no plano  que iriam elaborar.

 

A tarefa requeria o envolvimento emocional de cada um. Então, uma série de estímulos artísticos foram utilizados, incluindo o poema Sonho de Heroi, que propõe um vôo para além da realidade imediata.

 

Sonho de Heroi

 

Com um galho de bambu verde

e dois ramos de palmeira

eu hei de fazer um dia o meu cavalo – com asas!

Subirei nele, com vento, lá bem alto,

de carreira,

por sobre o arvoredo e as casas.

 

Voarei, roçando o mato,

as copas em flor das árvores,

como se cruzasse o mar…

e até sobre o mar de fato

passarei nas nuvens pálidas

muito acima das montanhas, das cidades, das cachoeiras,

mais alto que a chuva, no ar!

 

E irei às estrelas,

ilhas dos rios de além,

ilhas de pedras divinas,

de ribeiras diamantinas

com palmas, conchas, coquinhos nas suas praias também…

praias de pérola e de ouro

onde nunca foi ninguém…

 

ARAÚJO, M. Poemas completos de Murilo Araújo.

Rio de Janeiro: Pongetti. 1960, pág. 84.

 

Clique aqui para entrar na página Dinâmica com Sonho de Heroi, que apresenta um excerto de uma das Sessões de Aprendizagem do Plano de Vida e Carreira, projeto articulador do Eixo III – Construir um Plano de Vida e Careira – do Projeto Trilha Jovem. O excerto foi retirado das Referências para a Ação Docente, desenvolvidas pela Germinal e publicadas pelo Instituto de Hospitalidade.

MADRIGAL MELANCÓLICO

 

Poster do filme Basquiat

Neste poema, Madrigal Melancólico, Manuel Bandeira faz uma declaração de amor bastante singular. Nega-se a atribuir valores absolutos para qualidades como a beleza, a inteligência, a espiritualidade, o instinto maternal, e outras, ao mesmo tempo em que realça-as em seu conjunto na pessoa amada. Especialmente em relação à beleza, coloca-a como um conceito e como algo triste por ser frágil e incerta.

 

 

Este enfoque do poema, o da beleza,  foi o mote para uma discussão sobre a abordagem de um Estação de Trabalho (oficina, curso) de Apresentação Pessoal, Moda e Beleza. Usado na  introdução da Estação de Trabalho, ele serviu fundamentalmente para quebrar a expectativa de que regras da boa apresentação estão todas postas, basta conhecê-las com profundidade para não errar nunca. A partir daí, a opção foi abordar e discutir a apresentação pessoal de forma mais abrangente e dinâmica, abandonando as regras estéticas rígidas do certo e errado, que existem dissociadas da individualidade das pessoas. Tal qual o desfecho do poema, buscou-se privilegiar, acima de tudo, a vida!

 

 

“O Que Eu Adoro em ti,

Não é a tua beleza.

A beleza, é em nós que ela existe.

 

A beleza é um conceito.

E a beleza é triste.

Não é triste em si,

Mas pelo que há nela de fragilidade e de incerteza.

 

O que eu adoro em ti,

Não é a tua inteligência.

Não é o teu espírito sutil,

Tão ágil, tão luminoso,

– Ave solta no céu matinal da montanha.

Nem é a tua ciência

Do coração dos homens e das coisas.

 

O que eu adoro em ti,

Não é a tua graça musical,

Sucessiva e renovada a cada momento,

Graça aérea como o teu próprio pensamento.

Graça que perturba e que satisfaz.

 

O que eu adoro em ti,

Não é a mãe que já perdi.

Não é a irmã que já perdi.

E meu pai.

 

O que eu adoro em tua natureza,

Não é o profundo instinto maternal

Em teu flanco aberto como uma ferida.

Nem a tua pureza. Nem a tua impureza.

O que eu adoro em ti – lastima-me e consola-me!

O que eu adoro em ti, é a vida”

 

Bandeira, Manoel, Madrigal Melancólico, in: Poesia Completa e Prosa / O Ritmo Dissoluto, Rio de Janeiro. Editor Nova Aguilar, 195, p.189.

 

 

Clique aqui para abrir a página Discussão de uma Abordagem de Apresentação Pessoal com Madrigal Melancólico. O texto foi retirado da Introdução da Estação de Trabalho de Apresentação Pessoal, Moda e Beleza, de uma versão alternativa do PET – Programa de Educação para o Trabalho – elaborada pela Germinal Consultoria.

OU ISTO OU AQUILO

 

Miltom Avery, Adolescence, 1947

Miltom Avery, Adolescence, 1947

 Fazer escolhas nem sempre é fácil. O poema da Cecília Meireles, Ou Isto ou Aquilo, apresenta, com leveza,  aspectos de um  processo de escolha tão óbvios  quanto difíceis de serem assumidos, por adultos, jovens e crianças. 

Em situações de aprendizagem em que “fazer opções” está de alguma forma presente no tema de estudo, tem sido bastante interessante estimular uma dinâmica através deste poema para lembrar que, seja o que for, é preciso optar por isto, ou aquilo e, simultaneamente, excluir ou isto, ou aquilo.

 

Ou Isto ou Aquilo

 

Ou se tem chuva e não se tem sol

ou se tem sol e não se tem chuva!

 

Ou se calça a luva e não se põe o anel,

ou se põe o anel e não se calça a luva!

 

Quem sobe nos ares não fica no chão,

quem fica no chão não sobe nos ares.

 

É uma grande pena que não se possa

estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

 

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,

ou compro o doce e gasto o dinheiro.

 

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…

e vivo escolhendo o dia inteiro!

 

Não sei se brinco, não sei se estudo,

se saio correndo ou fico tranqüilo.

 

Mas não consegui entender ainda

qual é melhor: se é isto ou aquilo.

 

 

Meireles, C. Ou Isto ou Aquilo. In: Poesia Completa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2001, p. 1483

 

Clique aqui para abrir a página Dinâmica com Ou Isto Ou Aquilo. Trata-se de uma situação de aprendizagem pertence à dinâmica: “Circuito dos Elementos”, que por sua vez faz parte de um programa de desenvolvimento gerencial em Gestão Estratégica em Mercados Competitivos – Uma proposta para pequenos e médios negócios, elaborado pela Germinal Consultoria. O excerto foi extraído do manual do docente.