2013 in review

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2013 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 55,000 times in 2013. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 20 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

Published in: on janeiro 9, 2014 at 8:27 pm  Deixe um comentário  

Metodologia de desenvolvimento de competências

Metodologia de desenvolvimento de competências

Published in: on setembro 27, 2013 at 3:41 pm  Deixe um comentário  

Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

4,329 films were submitted to the 2012 Cannes Film Festival. This blog had 56.000 views in 2012. If each view were a film, this blog would power 13 Film Festivals

Clique aqui para ver o relatório completo

Published in: on dezembro 31, 2012 at 1:43 am  Deixe um comentário  

Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 48.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 18 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Published in: on janeiro 1, 2012 at 3:34 pm  Deixe um comentário  

A Arte de Ser Feliz

 

Max Liebermann

Algumas pessoas saem da escola sem a habilidade de escrever com fluidez e simplicidade sobre um assunto qualquer, mesmo os da vida cotidiana, por mais familiar ou corriqueiro que seja. Essa competência fundamental precisa ser desenvolvida, estimulada, exercitada, praticada, assim como todas as capacidades.  Escolher ou criar uma estratégia para  estimular e facilitar a prática da escrita requer cuidado especial por parte do educador.

A experiência educacional, inclusive com jovens, tem demonstrado que a mobilização individual para a escrita acontece, de forma muito efetiva, quando a pessoa é desafiada, estimulada, inspirada a escrever sobre coisas dela mesma, de sua vida real. E os poemas, textos poéticos e literários de forma geral podem constituir um ponto de partida significativo para essa mobilização. O texto poético a seguir, abordando sensações e sentimentos individuais sobre detalhes de pequenos eventos do dia a dia, pode ser um bom exemplo.

Um bom exercício pode ser a solicitação de uma paráfrase  a partir de A Arte de Ser Feliz, de Cecília Meireles. Esse exercíco mobiliza percepções e sentimentos pessoais, abrindo infinitas possibilidades de expressão.

 

A ARTE DE SER FELIZ

Cecília Meireles

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos
dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.

HOUVE um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

HOUVE um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma regra: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

MAS, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

 

Se quiser conhecer um exemplo de uma paráfrase desse texto poético de Cecília Meireles, escrita por uma aluna do ensino médio, clique aqui.  

CONVERSA DE BOTEQUIM

 

 A oficina Prestação de Serviços de Salão e Bar, do Projeto Trilha Jovem, tem início com o processo de desenvolvimento da competência “atender o cliente”. E, logo de entrada, para aquecer um primeiro debate sobre o cliente, a sessão de aprendizagem apresenta a canção Conversa de Botequim, de Noel Rosa e Vadico. A ilustração é  alusão à própria canção, capa de LP de Moreira da Silva.

Conversa de Botequim

Noel Rosa e Vadico

Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um guardanapo e um copo d’água bem gelada

Fecha a porta da direita com muito cuidado
Que não estou disposto a ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol
Se você ficar limpando a mesa
Não me levanto nem pago a despesa
Vá pedir ao seu patrão uma caneta, um tinteiro
Um envelope e um cartão
Não se esqueça de me dar palitos
E um cigarro pra espantar mosquitos
Vá dizer ao charuteiro que me empreste umas revistas
Um isqueiro e um cinzeiro
Telefone ao menos uma vez para 34-4333
E ordene ao Seu Osório que me mande um guarda-chuva
Aqui pro nosso escritório

Seu garçom, me empreste algum dinheiro
Que eu deixei o meu com o bicheiro
Vá dizer ao seu gerente
Que pendure essa despesa no cabide ali em frente

Se quiser conhecer a página que apresenta a descrição da situação de aprendizagem que utiliza a canção Conversa de Botequim como recurso, clique aqui. Trata-se de um excerto das referências para a ação docente, elaboradas pela  Germinal Consultoria .

VOCÊ JÁ FOI À BAHIA?

A canção de Caymmi em que se diz  que a Bahia “tem um jeito que nenhuma terra tem” introduziu uma das unidades didáticas do Programa Trilha Jovem – Oficina de Turismo e suas Dimensões. Nessa introdução, foi travada a discussão sobre o que faz o jeito de ser de um lugar, seja de uma cidade ou de um país. 

Decorreu daí uma reflexão sobre o quanto os profissionais de turismo, das diferentes áreas, contribuem para a formação da marca da hospitalidade brasileira. A seguir debateu-se  sobre  qual seria essa marca e sobre quais seriam as características desejáveis de uma cultura brasileira da hospitalidade.

A sessão de aprendizagem teve início com a audição da música, cuja letra apresentamos a seguir:

Você já foi à Bahia?

(Dorival Caymmi)

Você já foi à Bahia, nêga?
Não? Então vá!
Quem vai ao Bonfim, minha nêga
Nunca mais quer voltar
Muita sorte teve
Muita sorte tem
Muita sorte terá
Você já foi à Bahia, nêga?
Não? Então vá!
Lá tem vatapá! Então vá!
Lá tem caruru! Então vá!
Lá tem mungunzá! Então vá!
Se quiser sambar! Então vá!
Nas sacadas dos sobrados
Da velha São Salvador
Há lembranças de donzelas
Do tempo do imperador
Tudo isso na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito
Que nenhuma terra tem

Se quiser, ouça a canção com a família Caymmi.

Se quiser conhecer a página que apresenta a situação de aprendizagem onde a canção “Você já foi à Bahia?”  introduz o debate sobre a formação da cultura brasileira da hospitalidade, clique aqui.  O link  dá acesso a um excerto do manual do instrutor da Oficina Turismo e suas Dimensões, que faz parte do currículo do Programa Trilha Jovem, desenvolvido pela Germinal Consultoria .


[1] Disponível em <http://www.mpbnet.com.br/musicos/dorival.caymmi/letras/voce_ja_foi_a_bahia.htm>. Consulta em: 15 ago. 2006.

UM BRINDE AO APRENDER

 

Este post, apresenta mais um poema enviado pela leitora, e já colaboradora, Maria Eliane Azevedo da Silva . Ele decorre da página : Envie suas experiência de aprender com poesia, onde incentivamos nossos visitantes a participarem da construção do blog. Recordando o texto da página:

Este blog apresenta experiências de aprendizagem que incluem poemas, de diferentes maneiras.

Ele está aberto para a participação de todos os visitantes que tem alguma experiência significativa de aprender com poesia, seja como professor ou como aluno/participante. 

Anime-se a divulgar a descrição de sua experiência de aprendizagem, incluindo a  poesia, enviando-a para: nataliarodrigo@germialconsultoria.com.br.

 

Um brinde ao aprender!

Na manhã…

No entardecer…

No anoitecer da vida!

Na complexidade da pós-modernidade…

Um brinde ao gesto,

ao eterno erguer as mãos

para aprender a aprender !

Aprender a coragem de se dar

de escutar

de falar

de silenciar

de comprometer com

a educação do olhar e para o olhar.

Aprender com poesia

A arte do eterno Conhecer,

Conviver, Fazer e Ser

Em tudo, entre tudo e contudo

Aprendendo…

Na sensibilidade ao essencial,

No encantamento…

Que abre os olhos

para viver e ser mais

vida na vida!

Olhando juntos na mesma direção…

Para o eterno aprender!

Maria Eliane Azevedo da Silva

06/09/2009

4 músicas sobre sonho, vida e beleza

 

 

Esta postagem é diferente das anteriores. Ela apresenta quatro músicas ao mesmo tempo. A referência para a postagem de poesias e músicas neste blog tem sido sempre uma situação de aprendizagem. E essas quatro músicas fazem parte de uma mesma dinâmica  de aprendizagem. Embora totalmente diferentes entre si, as quatro canções falam de beleza, de valores pessoais, de trabalho, de sonhos e ideais, da vida. A situação de aprendizagem que deu origem a este post faz parte de um  programa de aprendizagem: o “Jovem Aprendiz Rural”, do SENAR/SP e refere-se ao componente curricular:  Projeto de Vida.

 

1.  Beleza Pura (Caetano Veloso)

Não me amarra dinheiro não
mas formosura
Dinheiro não
a pele escura
Dinheiro não
a carne dura
Dinheiro não
Moça preta do Curuzu
Beleza pura
Federação
Beleza pura
Boca do Rio
Beleza pura
Dinheiro não
Quando essa preta começa a tratar do cabelo
É de se olhar
Toda a trama da trança a transa do cabelo
Conchas do mar
Ela manda buscar pra botar no cabelo
Toda minúcia
Toda delícia
Não me amarra dinheiro não
mas elegância
Não me amarra dinheiro não
mas a cultura
Dinheiro não
a pele escura
Dinheiro não
a carne dura
Dinheiro não
Moço lindo do badauê
Beleza Pura
Do Ilê aiyê
Beleza Pura
dinheiro Hié
Beleza Pura
Dinheiro não
Dentro daquele turbante dos filhos de Gandhi
É o que há
Tudo é chique demais, tudo é muito elegante
Manda botar
Fina palha da corte e que tudo se trance
todos os búzios
todos os ócios
Não me amarra dinheiro não
Mas os mistérios

 

2. Sonho Impossível (J. Darion – M. Leigh, versão de Chico Buarque e Ruy Guerra)

Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

 

3.  Tocando em frente  (De Almir Sater e Renato Teixeira)

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte
Mais feliz quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco eu sei
Eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada
Eu vou
Estrada eu sou
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora um dia
A gente chega
E o outro vai embora
Cada um de nós
Compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz.

 

4. Redescobrir ( Luiz Gonzaga Júnior)

Como se fora brincadeira de roda
Memória
Jogo do trabalho na dança das mãos
Macias
O suor dos corpos na canção da vida
História
O suor da vida no calor de irmãos
Magia
Como um animal que sabe da floresta
Memória
Redescobrir o sal que está na própria pele
Macia
Redescobrir o doce no lamber das línguas
Macias
Redescobrir o gosto e o sabor da festa
Magia
Vai o bicho homem fruto da semente
Memória
Renascer da própria força a própria luz e fé
Memória
Entender que tudo é nosso, sempre esteve em nós
História
Somos a semente, ato, mente e voz
Magia
Não tenha medo meu menino povo
Memória
Tudo principia na própria pessoa
Beleza
Vai como a criança que não teme o tempo
Mistério
Amor se fazer é tão prazer que é como fosse dor
Magia

 

Se quiser conhecer a situação de aprendizagem em que as  quatro músicas acima são usadas, clique aqui. Ela  faz parte do Projeto de Vida do Programa “Jovem Aprendiz Rural” e foi retirada do manual do instrutor, elaborado pela  Germinal Consultoria.

FILOSOFIA DO APRENDIZ …

 

Com este post, abrimos uma nova categoria do blog: poemas enviados pelos leitores. Na página 1: Envie suas experiência de aprender com poesia, incentivamos nossos visitantes a participarem da construção do blog. Recordando o texto da página:

Este blog apresenta experiências de aprendizagem que incluem poemas, de diferentes maneiras.

Ele está aberto para a participação de todos os visitantes que tem alguma experiência significativa de aprender com poesia, seja como professor ou como aluno/participante. 

Anime-se a divulgar a descrição de sua experiência de aprendizagem, incluindo a  poesia, enviando-a para: nataliarodrigo@germialconsultoria.com.br.

Finalmente recebemos a primeira participação de uma visitante. Trata-se de um poema de Maria Eliane Azevedo da Silva que, com a permissão da autora, reproduzimos a seguir.

 

FILOSOFIA DO APRENDIZ …

Aprender é uma travessia…

 

E me faz pensar na beleza da filosofia do aprendiz…

Uma pessoa aprendente

Caminha segura e nada teme

Sabe que não sabe

Deseja conhecer, saber

Empreende uma travessia

Tem amizade pela sabedoria

Amor e respeito pelo saber

 

Uma pessoa aprendente

Cultiva a simplicidade

Tem consigo o valor da humildade

E a coragem do desconstruir

Pra reconstruir

Ou construir algo novo.

 

Uma pessoa aprendente

Valoriza a essência do ser

Ultrapassa o conhecido

E o desconhecido

Caminha com os olhos

Abertos para o que está além

Do aparente, do conhecido

E vislumbra um vir-a-ser

Simplesmente aprendiz

No caminho da vida.

 

       Maria Eliane Azevedo da Silva  (07/10/2008)

Enviado em 11/08/2009

Published in: on agosto 24, 2009 at 9:07 pm  Comments (3)  
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